Hoje escrevo-te com uma certeza: com a certeza de que um dia – talvez um dia –, te dê a mostrar algo mais de mim, te dê a mostrar este meu lado anónimo, que aqui se inspira de vez enquando.
Te dê a mostrar todas as dúvidas que tive e tenho, todas as minhas certezas e incertezas, todos os desejos. Todas as palavras aqui perdidas em desabafos, desabafos inconscientes.
19 Outubro 2009
Já aqui escrevi sobre muita gente, até um namorado que tive. Já aqui escrevi sobre amigos e inimigos, sobre os colegas de trabalho, sobre o que me excita e o que me deixa realmente triste. Partilhei diálogos – tristes, excitantes –, meras conversas de café, já aqui respondi a desafios ao qual fui desafiada.
Ainda aqui, não tinha falado de ti. É um estranho caso, não de Benjamin Button, mas de como poderemos simpatizar com uma pessoa de um momento para o outro sem – nunca – pedir nada em troca, apenas - e só apenas - que apareças no café do costume para um “café”.
20 Outubro 2009
É estranho, sinto-me estranha, como as pessoas num tão curto espaço de tempo podem mexer connosco, com o nosso interior, com o nosso ser estranho – aquele que habita dentro de nós chamado vergonha.
Gosto de ti, pela calma que transmites nas conversas, pelo olhar atento que lanças a cada palavra que dizemos, pela inteligência em cada palavra escrita.
21 Outubro 2009
Isto demorou uns dias a fazer, não em si pela qualidade -que nao está grande coisa -, mas a falta de tempo deu nisto. Enfim. Desculpem ausência nos vossos recantos, mas é mesmo falta de tempo. Vou tentar compensar. Beijo Grande*